quinta-feira, 30 de junho de 2011


REFLEXÕES HISTÓRICAS: MUDAM-SE OS FENÔMENOS, AS IDEOLOGIAS, A SOCIEDADE, MAS AS NECESSIDADES HUMUNAS E A VERDADE BÍBLICA PERMANECEM.


Existem cinco fases na História Ocidental que marcaram e marcam a maneira como vivemos e analisamos as complexidades sociais, filosóficas e religiosas. Cada momento histórico tem sua ideologia e pragmática, entretanto, percebe-se uma profunda carência de Deus e justiça social em cada um desses momentos; para muitos historiadores a História não é cíclica, mas é diferenciada a partir da inferência humana, pois, este, é capaz de fazer leituras do passado, análises do presente, como também, formular perspectivas estruturais e funcionais para o futuro. Para cada ato histórico existe uma necessidade, para cada necessidade uma crise, para cada crise, pensadores; e são exatamente estes que mudam a realidade, através de suas proposições dialéticas. Vejamos então sinteticamente esses períodos históricos.

O primeiro período é a Idade Clássica, que se fundamentava em valores filosóficos e dialéticos, tendo como referencia a filosofia grega de Sócrates, Platão e Aristóteles, que a todo custo procuravam o conhecimento da verdade, como também as razões pelas quais somos o que somos; foi a chamada era especulativa que se estendeu do século VI a.C. até o IV d. C. A Idade Média é a segunda fase que se estendeu do século V até o XIV d. C.,  para essa fase havia uma verdade absoluta, isto é, a verdade religiosa que se fundamentava em uma racionalidade transcendente, divino e que ia fulminantemente de encontro com a filosofia humanística e as concepções cientificas que começavam a aflorar, de fato a verdade era dogmática e não se permitia em absoluto outras nuances ideológicas. A terceira fase foi a  Modernidade, que se estendeu do século XV até o XVIII, foi um momento histórico em que a verdade deveria ser vista, sentida e ouvida pelos sentidos humanos e não divinos; nesse momento o pensamento racionalista explodiu sem precedentes, as relações humanas saem de uma visão teocêntrica (Deus como centro de tudo) e são lançados em uma visão antropocêntrica (o homem como centro de tudo). O outro momento é a Idade Contemporânea, que se evidencia como uma fase histórica de grandes mudanças sociais, culturais, intelectuais... As revoluções sociais são freqüentes, desembocando em  duas grandes guerras no final da primeira metade do século XX, matando cerca de 80 milhões de seres humanos. Depois de profundas desilusões e incertezas com relação à vida a humanidade se lança em uma fase histórica sem cor, sem som, sem afeição, sem verdade,  falo da pós-modernidade. Para alguns historiadores esse momento se evidencia no período pós – guerra, em que para a humanidade, sem esperança e decepcionada com as “verdades” filosóficas, religiosas, políticas e sócias, resolve relativisar tudo e a todos, fazendo com que a  “verdade”  se adeqüei naturalmente ás pessoas, dependendo apenas de sua consciência e de  sua ideologia.

A igreja de Cristo precisa ter cautela, discernimento e acima de tudo, maior proximidade com as verdades  bíblicas. Não podemos sob nenhuma hipótese ser um produto do meio, não obstante, fomos chamados para exercer um estilo de vida ousado, conquistador e paradigmático, tendo como fundamentação absoluta As Escrituras. A pós – modernidade é perigosa para a família, igrejas, pastores... Pois ela em sua égide diz que: “o que é pecado para você, pode não ser para mim, o que importa é apenas a consciência”. Não existe uma sistemática, um curso, uma doutrina, uma ideologia, um norte, um caminho, existe tão somente o pensamento sofismático, isto é, a transformação na verdade em mentira e a mentira na verdade.

Hoje existe uma infinidade de canais que propagam a passos galopantes as ideologias pós – modernas, dentre os mais versáteis temos a mídia. A mais popular e acessível é a televisão que através de suas programações: novelas, filmes, programas de auditórios... impregnam uma ideologia pós – moderna chamada hedonismo, em outras palavras o  prazer sem limites a todo custo e sem regras ou éticas religiosas ou morais. Um outro canal que tem crescido sem precedentes é a Internet, um do de perigos e prazeres utópicos e macabros, infelizmente muitos tem se   envolvido corpo e alma neste  mundo sombrio a procura de verdades e prazer para a sua vida; o sexo virtual tem subjugado a muitos e  transfigurado sua visão real de mundo, hoje pela internet se pode ver as pessoas, ouvi-las e até cheirá-las através de software avançados, sem falar de robôs de silicone e produtos eróticos que estão sendo fabricados em larga escala nos paises industrializados, tudo em nome do prazer, em nome de  Baal em nome da ciência.

O que fazer diante do deste império  satânico, diz as Escrituras: Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizado a sua própria consciência.” É preciso critério e sobriedade, vivemos hoje os últimos dos últimos dias da igreja, diz a Bíblia: “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. (I Pedro 4 : 7)”. A pós – modernidade é o sinal do fim dos tempos, levantemo-nos e avancemos em nome do Senhor para anunciar a VERDADE DE DEUS.

 Paulo depois de fazer uma abordagem profética e realista dos últimos dias para Timóteo em sua segunda carta cap. 3, diz nos versículos 13 e 14, “Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.” Não podemos como servos de Deus esquecer sob nenhuma hipótese das doutrinas de Deus, entendo que a Palavra de ordem de Deus é: profundidade em seus ensinos. Não cabem mais nesses últimos dias pastores profissionais, capitalistas, sensacionalistas, vazios de Bíblia e de Deus, mas homens que tenham visão de Reino e entendam que Deus os chamou para transformar, também a sociedade...  Precisamos de avivamento.

Para Jonh wesley, avivamento é um retorno as Escrituras Sagradas. Nós a igreja militante e remida pelo sangue do cordeiro precisamos em nome do Senhor combater essas heresias dos últimos dias com destreza e determinação; é momento de nos aprofundarmos mais e mais das Escrituras e sermos profetas de Deus, que chamemos o pecado de pecado e o mal de mal. Que sejamos com Paulo que depois de combater os legalistas de Roma,  os carnais de Corinto, os  ebionitas da Galacia e os gnósticos de Colossos, disse categoricamente a Timóteo: “Combati o bom combate, terminei o ministério, guardei a fé” (II Tm 4:7).

Como se percebe as mudanças históricas e sociais são vivas e presentes, não obstante, as necessidades humanas e os seus medos ainda permanecem. Em todas as fase históricas da humanidade o grande dilema a ser respondido era: o que faço para ser  feliz? E mesmo depois de mortes, revoluções, descobertas, inovações essa pergunta é muito mais latente e sombria, diante das inúmeras respostas ocas e controversas da pós – modernidade. É indiscutível o fato de que ainda, o medo, a incerteza, a utopia, a injustiça social, ainda são gritantes. A resposta para esse grande dilema não é, sob nenhuma hipótese o status social o poder, o dinheiro, mas o CRISTO RESSURRETO, que morreu e voltou a viver novamente para nunca mais morrer. Este sim pode mudar completamente a História Universal e as nossas historias de vida. Você está disposto (a) a fazer uma nova história? Então faça! O momento é chegado. Foi ele mesmo que disse: passarás o céu e a terra, porém as minhas palavras não hão de passar. Pense nisso e seja tudo aquilo que Deus quer que você seja.





Que Deus tenha misericórdia de nós... amém.



Pr. C. Guida

Teólogo, Historiador, Bacharel em Direito, Especialista em Educação Superior, Mestre e Doutorando em Educação



 TEMPO VERSUS DECISÃO



O tempo não espera os indecisos.  Esta frase nos incomoda, pelo seu teor subjetivo, real e extremamente presente em toda a nossa existência. Ela nos faz refletir sobre os efeitos de nossas atitudes sobre o tempo que agora vivemos, além do que, entendemos que as nossas decisões com certeza condicionam a nossa felicidade e o futuro de nossa existência. Sentimo-nos diante do cronos – tempo – o medo e a incerteza de não ser, de não ter e de não ver.

É preciso decidir  alguma coisa todos os dias. Às vezes não fazer nada é um tipo de decisão, muitas pessoas em seu tempo de existência vivem sob uma utopia cíclica e interminável no tocante a não decidir nada sobre decisões inteligentes, para estas pessoas não há presente, apenas passado e futuro. Nós decidimos o tipo de vida que queremos não devemos culpar o destino, as pessoas e nem mesmo o Criador do Universo.

Provavelmente as pessoas que estão lendo esse pequeno ensaio não estarão mais vivas daqui a 50 anos, ou daqui a 05 minutos, como sabemos, não sabemos o dia do amanhã, ele é absolutamente uma incógnita, não o conhecemos, não podemos prescrutá-lo, ele simplesmente chega sempre na mesma velocidade, no mesmo horário, com as mesmas oportunidades e com os mesmos fenômenos, decorrentes de nossa natureza humana.  Então vem uma questão profundamente reflexiva e ao mesmo tempo desafiadora: o que temos decidido em nossas vidas, têm nos trazido significância e felicidade?

Na verdade quem produz e reproduz a sua vida é você mesmo, quem dá cor, brilho, canto e beleza somos nós mesmos, pelos nossos sentimentos e pelas nossas atitudes. Todos nós tomamos decisões por aquilo que vemos, ouvimos e sentimos é por causa desta tricotomia que grande parte dos meios de comunicação de massa como jornais, emissoras de rádio, TV e a internet, utilizam  tecnologia de ponta para impor uma ideologia que serve, em não poucos casos, para os seus interesses capitalistas. São estratégias para levar grande parte da população a tomar decisões alienantes, retrogradas e vazias.

Infelizmente as maiorias das pessoas passam uma média de 08 horas por dia se alimentando de um canal de mídia que dissemina informações sem conhecimento, em geral desprovidas de educação, ética, valores morais e dignidade dos vínculos sociais e familiares, veja bem, são  2.920 horas por ano, um desperdício de tempo e vida!

O tempo que se foi não voltará mais! A cada instante que passa nos aproximamos mais de um fenômeno chamado morte... sei que isso causou um certo pânico em seus sentimentos, mas isso é um fenômeno natural ele pode acontecer fatalmente ou naturalmente. Este, para o Criador é a regra aquele é a exceção. Mas o que devemos fazer enquanto ser vivente é associar inteligentemente o tempo com as nossas decisões. Lembrem-se decisões sabias prolongam a chegada deste fenômeno.

Finalmente desafio você e a mim a pensar sobre as seguintes questões norteadoras: que tipo de decisões tenho tomado ao longo de minha existência? Será que em toda a minha existência tenho vivido apenas do passado e do futuro? Na minha vida as minhas decisões são condicionadas as decisões dos outros? O que espero de minha existência? Que tipo de legado tem deixado para a minha família e para a sociedade? Será que ainda posso mudar o meu tempo e repensar as minhas decisões?

Espero sinceramente que você não espere as coisas acontecerem, aja, se levante, erga a cabeça e tome decisões baseadas na razão e na sua ideologia de vida, isto é, naquilo que você realmente acredita, faça a sua historia acontecer, mude, situações, quebre paradigmas e sobre tudo viva o seu dia intensamente, o desafie a cada chegada e o alimente de grandes perspectivas.

Lembre – se: o tempo passa, mas deixa marcas; o tempo passa e não espera; o tempo passa e sempre transforma; o tempo passa, passa, sempre passa... Não permita que ele passe por você, sem que você o perceba e o aproveite! Como diz uma canção: chame a Deus que o tempo passa e não volta mais, sua chance sua vida podem se acabar...

Pense nisso!

Deus seja louvado!
Cláudio Guida Pastor, Teólogo, Historiador, Bacharel em Direito, Mestre e Doutorando Educação.





AS TRÊS FACES DA CRISE



Nós seres humanos temos algo em comum, isto é, todos almejamos por uma vida melhor, ausente de problemas, frustrações, decepções, percas e tudo aquilo que causa em nossa alma sentimentos retrógrados e depressivos. Entretanto, é quase impossível viver sem situações como essas. A grande questão a ser analisada é: de onde procede essas intemperanças que militam contra a nossa alma?

Considero uma pessoa madura aquela que sabe discernir a origem das crises que a desafia quase que constantemente, pois, se não sabemos de onde vem à crise e qual o seu verdadeiro nome e objetivo, estamos sem sombra de dúvida à mercê do acaso e condicionados a decisões circunstanciais, isto é, alguém deverá sentir, pensar, falar e decidir por nós – alguém que não é Deus.

 Existem três origens geradoras das mais diversas crises na existência humana, são elas: Deus, o diabo e a carne. Talvez de imediato você questione: Deus pode causar em nós crises? Eu respondo: certamente que sim. Existem crises benéficas e que geram em nós crescimento em todos os aspectos, principalmente na formação do caráter. Toda mudança gera necessariamente uma crise... mudar não é para fracos, omissos, ineptos, não obstante, a mudança requer coragem, determinação e principalmente dependência total de Deus e de sua Palavra.

 Certamente Deus tem o melhor para a nós, e cada vez que queremos galgar um degrau a mais em nossas vidas Deus exige de nós mudanças, que alguns chamam de “crise da desintoxicação espiritual”. A Bíblia narra a historia de homens e mulheres que passaram por essas crises, foi o caso de Abraão (que teve de sair de sua terra e de sua parentela para uma terra estranha), Moisés (que foi desafiado por Deus a voltar para o Egito, para libertar o povo), Rute (que decidiu fica ao lado de sua sogra), Paulo (que abandonou seu status por amor a Cristo) e o nosso maior exemplo Jesus (que saiu do seu estado de gloria para um estado de humilhação). Todos estes tomaram grandes decisões diante de grandes crises e tiveram grandes recompensas da parte de Deus. Crises geradas por Deus geram grandes bênçãos para as nossas vidas.

Tiago responde em sua carta no capitulo 4 e verso 1 a segunda fonte geradora da crise: “de onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?” A carne é o nosso maior inimigo e em não poucos casos confundimos a sua ação, dizendo que a origem da crise carnal é do diabo ou do próprio Deus. Passando assim, por outros níveis de crises, isto é, a crise da existência. O diabo se aproveita dessa confusão para ordenar o fracasso, o pecado, a rebeldia e a falência dos projetos de Deus para a nossa vida.

O diabo, como a terceira fonte geradora da crise, é altamente esperto e aproveitador como diz as Escrituras: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar...    (I Pe 5:8). É preciso muita sobriedade, para não confundir Deus com o diabo, o diabo com a carne e a carne com Deus. Cuidado!”.

Só podemos discernir quem é quem na historia de nossas crises da seguinte forma: Para conhecer a inconfundível voz e ação de Deus, precisamos conhecer a Bíblia; para confrontar e carne e subjugá-la, com toda a sua força, artimanha e envolvimento, é preciso jejuar com propósito e finalmente para resistir ao diabo, com toda a sua astúcia e experiência de transforma o feio no belo, o pecado em pureza e o céu no inferno é preciso ter a oração como estilo de vida.

Pense nisso...  Que Deus nos abençoe e nos guarde...



PCG